Brasil fica entre os dez piores resultados em matemática no Pisa 2018

Entenda como o resultado do PISA 2018 (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) ajuda a lançar luz sobre os problemas da educação brasileira

O maior estudo sobre a educação no mundo, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, apresentou dados preocupantes para o Brasil. Cerca de 68,1% dos estudantes brasileiros com 15 anos de idade não possuem o nível básico de matemática para o exercício pleno da cidadania. Em ciências, o número chega a 55% e, em leitura, 50%. Os números mostram que não houve avanços significativos na última década. 

Mas por que isso acontece? Por que os alunos brasileiros não estão aprendendo?

Que tal analisar alguns resultados para buscar respostas a estas perguntas?

Pisa 2018: a educação do Brasil em números

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) é realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e tem como principal objetivo a melhoria das políticas educacionais ao redor do mundo. Os estudantes são avaliados em três competências – matemática, ciências e leitura – e também respondem a um questionário sobre educação financeira. A prova é aplicada em um único dia, com questões objetivas e discursivas, e, a cada ano, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação. A última edição avaliou a leitura.

O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde 2000. As últimas provas, realizadas de maneira eletrônica em 2018 com resultados divulgados no final de 2019, foram respondidas por 10.961 alunos de 15 anos, selecionados de maneira amostral. No total, 597 escolas públicas e privadas foram envolvidas nos testes. 

No entanto, os resultados foram desanimadores. Os alunos brasileiros obtiveram as seguintes pontuações: 413 em leitura, 384 em matemática e 404 em ciências. Esses resultados apontam uma estagnação quando comparados a edições anteriores da avaliação. Como contraponto, temos as médias dos alunos dos países membros da OCDE, usadas como referência para uma educação de qualidade: 487 em leitura, 489 em matemática e 489 em ciências. Mesmo em comparação a outros países da América do Sul, os números são ruins. Em matemática, o Brasil empata estatisticamente no último lugar com a Argentina. Em ciências, o país também fica em último lugar, junto com os vizinhos Argentina e Peru. Já em leitura, o país é o segundo pior entre os países sul-americanos.

Veja abaixo o gráfico com resultados comparativos nas provas de Matemática:

Resultados obtidos pelos países sul-americanos nas provas de Matemática do PISA 2018 – Fonte OCDE

Desigualdade regional e econômica

Os resultados do Pisa também apontam um triste retrato da desigualdade social no Brasil. Em seus relatórios finais, a OCDE leva em consideração as condições de aprendizado dos estudantes, tendo em vista fatores como a região de origem de cada estudante, diferenças de gênero e o nível socioeconômico das famílias. No Brasil, o Sul teve os melhores resultados, enquanto o Nordeste alcançou as piores médias em todas as três provas. No entanto, os dados apresentam as maiores discrepâncias quando se levam em consideração as diferenças socioeconômicas dos estudantes. Os alunos de alta renda obtiveram, em média, 97 pontos a mais que os provenientes de famílias de baixa renda, um aumento de 13 pontos em relação aos números do exame anterior.

Situação é especialmente preocupante em Matemática

Os resultados do último Pisa mostram que mais de dois terços dos estudantes brasileiros de 15 anos não possuem o nível básico de matemática para o exercício pleno da cidadania, nível considerado básico pela OCDE e que representa uma nota a partir de 420. Os níveis mais altos de desempenho são atingidos com notas acima de 606 , proeza realizada por apenas 2,5% dos estudantes brasileiros.

Confira abaixo o gráfico da OCDE com o desempenho dos alunos brasileiros em matemática:

PISA 2018 - aprendizado do Brasil em Matemática

OCDE analisa resultados do Brasil : políticas eficientes, escolas de sucesso

A partir dos resultados obtidos pelos alunos no Pisa de 2018 e de questionários respondidos por professores e diretores de escolas, a OCDE divulgou, em setembro de 2020, um estudo que traça um panorama das práticas educacionais de diferentes países. O relatório, intitulado Políticas eficientes, escolas de sucesso, analisa os resultados dos 79 países que participaram da última avaliação.

Abaixo, compilamos alguns dados sobre o Brasil que explicam nossos resultados insatisfatórios.

Desvantagens socioeconômicas

Como era de se esperar, as desvantagens socioeconômicas são um fator fundamental para os baixos resultados da avaliação em países emergentes, como o Brasil. Pelas medições da OCDE, um estudante pobre de 15 anos tem três vezes mais chance de ter repetido o ano escolar do que um estudante com melhor situação econômica. No Brasil, 34% dos estudantes de 15 anos repetiram de ano pelo menos uma vez.

A retenção de ano tem influência direta sobre o desempenho de seus estudantes: países com menor número de repetentes têm nota média maior, mesmo quando se leva em consideração o PIB per capita. Portanto, não se trata apenas da disponibilidade de recursos, mas também da maneira como eles são aplicados.

Déficit no corpo de funcionários da escola e escassez de materiais

Cerca de um terço dos estudantes que realizaram os exames do Pisa em 2018 afirmaram ter tido o ensino comprometido pela escassez de funcionários. Além dos funcionários, os recursos materiais e o espaço físico das escolas afetam diretamente os resultados.

Baixo número de computadores por aluno

Ainda segundo o mesmo relatório da OCDE, entre os 79 países analisados, o Brasil é o segundo país com a menor quantidade de computadores por estudante nas escolas. Quanto à conectividade, ou seja, o número de equipamentos conectados à internet na escola, a situação brasileira é um pouco melhor, ocupando a 52ª posição. 

No entanto, o estudo aponta também que o maior acesso à tecnologia nem sempre se traduz em melhores médias no Pisa. É necessário prover mais do que tecnologia, que só faz uma diferença significativa quando aliada a práticas de ensino e aprendizagem adequadas. No Brasil, apenas 35% dos diretores afirmaram que suas escolas tinham uma plataforma efetiva para ensino on-line.

Apesar de os dados analisados serem de 2018, esses números lançam uma boa perspectiva sobre a crise enfrentada pela educação no Brasil durante a pandemia do novo corona vírus.

Aprendizagem ativa e digital: conheça a Educacross

O programa Educacross oferece experiências diferenciadas e complementares para  o ensino e a aprendizagem da Matemática por meio de jogos digitais, gamificação, personalização e evidências. A Educacross desenvolve o protagonismo, o engajamento e a metacognição das crianças. 

Educacross: aprendizagem ativa e divertida

Os resultados mostram que, em uma aula de 45 minutos, os alunos resolvem uma média de 70 desafios. Quando comparamos à quantidade de desafios presentes nos livros didáticos, isso corresponde a mais de um mês de atividades em sala de aula e tarefas no livro. Em pesquisas realizadas pela Educacross junto à FAPESP com mais de 300 alunos, as evidências coletadas demonstraram que os alunos solucionam pelo menos dez vezes mais desafios na plataforma do que atividades no papel e que o desempenho das crianças é pelo menos duas vezes melhor na plataforma do que no papel.

A Educacross atende integralmente ao currículo da Matemática do Ensino Fundamental I, desenvolvendo as competências e habilidades elencadas na BNCC.

Ela também otimiza o trabalho do professor, que acessa trilhas de jogos prontas e mapeadas, além de oferecer relatórios de desempenho dos alunos em tempo real e contínuo.

Os gestores também acessam relatórios que evidenciam o ensino e a aprendizagem em sua escola.

Desde 2021, a Educacross também oferece um programa de alfabetização para crianças de 1º e 2º anos.

Quer saber mais sobre Educacross? Acesse: www.educacross.com.br.

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