Nativos digitais e a escola do futuro

Você já parou para pensar em como serão as escolas do futuro? Você sabe quem são os nativos digitais e como se comunicar com eles?

Muito se fala sobre o futuro da educação no Brasil e no mundo. Apesar de não existir um consenso entre os especialistas sobre a configuração das escolas nos próximos anos, eles concordam em um aspecto: o modelo tradicional de ensino, no qual o professor passa o conteúdo na lousa e os alunos tomam nota, está ultrapassado e precisa ser urgentemente revisto para que as crianças desenvolvam todo seu potencial e redescubram o prazer de aprender. 

A verdade é que existe uma grande lacuna entre os métodos de ensino tradicionais e a geração de crianças que já nasceram em meio às tecnologias do século XXI. Essa geração, chamada pelo escritor, pesquisador e pedagogo Marc Prensky de nativos digitais, não está mais interessada em processos passivos de aprendizado e demonstram que aprendem melhor fazendo do que apenas escutando ou lendo. A teoria de Prensky é confirmada por uma série de pesquisas e estudos realizados com estudantes de diversos países.

Um estudo conduzido pelo consórcio de universidades americanas Barnes and Noble com 1.300 estudantes americanos mostra que as taxas de reprovação em ambientes com métodos de ensino tradicionais são 55% mais altas do que aquelas obtidas em ambientes de ensino ativo. Esses resultados mostram, além disso, que o papel do professor está passando por mudanças e que é preciso adaptar nossas escolas a essas novidades. Se, no passado, o professor ocupava uma posição de autoridade e era a única fonte confiável do saber, ele precisa, hoje, ter em mente que seus alunos têm à disposição um fluxo rápido e constante de informações. 

Nossas crianças mudaram e não são mais as mesmas de 50 anos atrás, você sabe se comunicar com a geração dos nativos digitais? | Imagem por prostooleh — Freepik

No artigo em que cunha o termo “nativo digital” (ver caixa de texto abaixo), Prensky afirma que um dos fatores ignorados ao analisarmos os problemas atuais enfrentados pela educação é ignorar que os estudantes mudaram e que nosso sistema educacional foi pensado para crianças que não existem mais.  As crianças de hoje em dia, prossegue o escritor, trabalham sempre com atividades simultâneas, preferem gráficos a textos, funcionam melhor quando conectadas e precisam de recompensas constantes. 

Precisamos aprender a nos comunicar com os nativos digitais

Na maioria das vezes, essas características são tomadas como negativas e geram reclamações de pais e educadores. A explicação para isso reside no fato de que essas habilidades são totalmente estranhas aos professores, em sua maioria imigrantes digitais. Prensky argumenta que o problema não está no fato de que nativos digitais não conseguem prestar atenção, mas que eles escolhem não prestar atenção, pois consideram que aulas no modelo tradicional não costumam ser dignas de atenção, especialmente quando comparadas ao grande universo de informação e estímulos que eles têm à disposição nas telas de seus dispositivos eletrônicos.

Os professores precisam, portanto, aprender a se comunicar com os alunos. O aprendizado no mundo atual precisa ser constante e não está mais circunscrito às limitações de tempo e espaço de uma sala de aula. No entanto, não é preciso descartar totalmente as teorias pedagógicas já existentes. Se pensarmos bem, a ideia de um aprendizado que não está limitado ao ambiente escolar e que se dá na troca com outras crianças está na base das teorias mais modernas da educação, como o construtivismo social de Vygotsky (ver caixa de texto), que enxerga a curiosidade e a motivação para resolver os problemas como a força motriz do aprendizado. 

Incorporar a cultura digital à escola significa também repensar práticas tradicionais

Incorporar novas tecnologias à escola não significa transformar a educação em entretenimento, como os defensores de argumentos contrários à ideia costumam mencionar. Os educadores precisam rever suas posições e pensar em maneiras de engajar seus alunos que sejam consistentes com as realidades deles. Pensar no professor não mais como o provedor único de informação em uma relação extremamente hierarquizada não é tirar sua importância no processo de aprendizado. Trata-se apenas de uma mudança de paradigma, no qual o educador passa a ser mobilizador e regente de experiências educativas estimulantes. 

A Educacross oferece experiências lúdicas e significativas aos nativos digitais, promovendo novas formas de ensinar e aprender. Como atividade permanente no currículo propicia aos alunos um conjunto de jogos que encadeiam e dão significado ao desenvolvimento das habilidades necessárias elencadas pela BNCC.

Com a Educacross, o professor consegue expandir o aprendizado para além do tempo e espaço da sala de aula, além de personalizar a experiência de cada aluno através de desafios e roteiros especiais

O trabalho do professor é potencializado por meio de um conjunto de ações com jogos selecionados por vários critérios como por exemplo o cumprimento integral da BNCC ao longo do ano, e a oferta com seleção de jogos para crianças com necessidades especiais. De forma fácil o professor trabalha a heterogeneidade da turma, além de ter em mão informações da interação e desempenho dos alunos em tempo real e contínuo. É possível imprimir os relatórios para demonstrar horas de estudo e habilidades desenvolvidas.

Unindo a Plataforma ao uso do Livro e demais atividades escolares, a otimização do ensino-aprendizagem cresce exponencialmente, e o melhor, com o tempo e o espaço a favor de todos os atores educacionais. A  Educacross  traz em seu DNA o poder da cultura digital, transformando as experiências de ensino e aprendizagem.

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