Personalização na educação: conceito e aplicação na prática pedagógica

A personalização na educação leva em consideração particularidades de cada aluno, como interesses, conhecimentos prévios, realidade sociocultural e competências específicas. 

Quando entramos em uma sala com 20 ou mais estudantes, não podemos esquecer que temos diante de nós indivíduos, com diferentes interesses, talentos, dificuldades, contextos socioculturais e respostas diferenciadas em relação às situações de ensino e aprendizagem. Em outras palavras, cada um aprende de maneira diferente e com necessidades diferentes. 

Por isso, muito tem se falado sobre a necessidade da personalização na educação para a criação das escolas do futuro. O termo se refere a estratégias pedagógicas que buscam respeitar as limitações e os talentos de cada estudante, promovendo um desenvolvimento de suas potencialidades com respeito a seus ritmos pessoais. 

Neste texto, vamos discutir sobre alguns aspectos da personalização guiada pela tecnologia, entendendo por que esse tema tornou-se tão urgente na atualidade. Vamos lá?

O que é a personalização na educação?

A personalização na educação parte do princípio de que cada estudante possui um perfil com diferentes modos de aprender e interagir, por isso, é impossível que uma única metodologia de ensino atenda às necessidades de todos os alunos ao mesmo tempo. As metodologias tradicionais de ensino, onde o professor transmite o conhecimento e os estudantes respondem ao que lhe é perguntado e fazem testes periódicos sobre esse conhecimento,  já não produz efeito há um bom tempo.

A questão é que quando se pensa em ensino, pensa-se na transmissão, na técnica, em detrimento muitas vezes em pensar a aprendizagem. O ensino e a aprendizagem são indissociáveis, pois considera quem ensina e quem aprende. Olhar para o aprendiz e suas necessidades é o ponto chave.

Os dados compilados pelo MEC são alarmantes: apenas 15% dos alunos matriculados no 9º ano do ciclo básico dominam o conteúdo esperado de Matemática, enquanto em Português este número é 34%. Ao mesmo tempo, temos uma minoria de cerca de 5% que possui conhecimentos avançados e não recebe estímulos suficientes, o que gera um quadro de desmotivação e não desenvolvimento potencialidades.

Por isso, é urgente pensar em todos os estudantes de forma inclusiva e buscar as melhores estratégias educacionais, a educação personalizada leva em consideração a individualidade de cada aluno, como interesses, formas de interagir e aprender, vivências socioculturais e competências específicas. 

A tecnologia promove experiências personalizadas, oferecendo situações mais flexíveis e dinâmicas, trazendo um maior aproveitamento dessas experiências. O professor tem novos papéis, analisando os dados, interagindo com os alunos e desenvolvendo estratégias por meio de recursos da própria Plataforma.

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Contextualizando: influências teóricas

A ideia de personalizar o ensino para os diferentes perfis de aprendizado dos alunos não é uma novidade no mundo da pedagogia, apesar de só agora ter ganhado enorme destaque. 

A pesquisadora Lilian Bacich (puxar quadro de texto), teórica referência nos estudos sobre o ensino híbrido no Brasil, destaca que alguns dos educadores que mais influenciaram a pedagogia contemporânea  já traziam algum nível de preocupação a personalização do ensino de acordo com as expectativas dos estudantes. Ela destaca a contribuição de Paulo Freire, falecido em 1997, que tinha como foco de sua metodologia a relação do conteúdo visto em sala de aula com a realidade do aluno. 

Outro importante pedagogo cujo pensamento pode ser conectado à ideia de uma personalização da educação é o bielo-russo Lev Vygotsky. Seus conceitos das três diferentes zonas de aprendizado – real, proximal e potencial – se enquadram perfeitamente nas discussões, já que se baseiam nas diferentes potências dos estudantes e na necessidade de conhecê-las para  propor mediações realmente eficientes.

Quer saber mais sobre as zonas de desenvolvimento? Confira o quadro abaixo!

Nos próximos artigos, falaremos mais sobre a teoria de Zonas de Desenvolvimento de Vygotsky e suas relações atuais com a personalização. Fique ligado!

A busca pela personalização na educação

Se os fundamentos teóricos da personalização na educação existem desde meados do século XIX, por que o debate se tornou tão atual somente agora?

A primeira razão é que a escola no modelo tradicional foi pensada para ensinar estudantes que não existem mais. Os alunos atuais pertencem a uma geração de nativos digitais, crianças que nasceram em meio às novas tecnologias de informação e comunicação e, por isso, pensam e aprendem de maneira diferente àquela de seus pais. Elas trabalham sempre com atividades simultâneas, preferem gráficos a textos, funcionam melhor quando conectadas e precisam de recompensas constantes. 

Explicação complementar pode ser encontrada através da perspectiva histórica pensada pelo professor e consultor em educação Jim Lengel e resgatada em texto do Instituto Porvir. Segundo Lengel, no século 19 o trabalho era realizado coletivamente ao ar livre e com ferramentas manuais. A escola seguia o mesmo modelo, com alunos em grupos heterogêneos e ensino artesanal. No século 20, com a revolução industrial, surgiram as fábricas e o trabalho organizado em grandes grupos exercendo as mesmas atividades repetitivas. A escola segue também este modelo, dividindo os alunos por idades e os ensinando por meio da repetição.

Nosso século, dominado pelas tecnologias, mudou novamente o trabalho, que agora é realizado em grupos menores e mais especializados, com recursos digitais e novas formas de organização. A escola, no entanto, não acompanhou estas mudanças e ainda está estruturada como era cem anos atrás.

Em outras palavras, a escola tradicional está desconectada de boa parte da realidade de seus alunos e do mercado de trabalho. 

Um terceiro fator, que desenvolveremos com mais profundidade no nosso próximo tópico, é a entrada da tecnologia na educação, o que possibilitou pensar em reformas mais profundas do modelo escolar. A entrada da tecnologia nas escolas possibilitou uma maior aproximação dos professores aos seus alunos, aproximação que tem o potencial de modificar intensamente as decisões pedagógicas.

Personalização, tecnologia e atualidade

A coleta de dados possibilitada pela tecnologia na educação permite entender como cada aluno aprende, criando padrões de aprendizado individuais que podem ser usados para o planejamento de atividades de cada estudante. Um exemplo dessa personalização pode ser visto na Plataforma Educacross, na qual todas as interações realizadas pelo aluno são monitoradas e várias métricas são extraídas. 

Dessa forma, a cada desafio cumprido, a plataforma ajusta-se ao desempenho identificado, personalizando a aprendizagem e respeitando o perfil do aluno, tornando mais possível que ele se expresse em seu melhor ritmo. Para auxiliar a aprendizagem a Plataforma atua com jogos digitais e mecânicas de gamificação personalizadas e inteligentes, promovendo o engajamento, a autonomia, a autoavaliação e ,consequentemente, o desenvolvimento da metacognição. 

A Educacross é uma grande aliada na personalização na educação
A Educacross é uma grande aliada à personalização na educação

Os benefícios da aprendizagem personalizada oferecida pela Educacross são visualizados pelos dados e entendidos pelos relatos dos diversos atores educacionais.

Por conta das dinâmicas envolvendo os jogos em uma aula de 45 minutos, os alunos resolvem em média 70 desafios matemáticos. O que, salvo as diferenças, são a quantidade de desafios presentes ao longo de um mês de um livro didático.

Dessa forma, ao unirmos os jogos digitais às demais atividades escolares ampliamos a imersão e a qualidade de experiências digitais promovendo aprendizagem autônoma, lúdica e significativa. Fluente com os alunos deste século, nativos digitais. Em pesquisas realizadas pela Educacross junto à FAPESP com mais de 300 alunos, as evidências coletadas demonstraram que os alunos desenvolvem pelo menos dez vezes mais desafios na Plataforma do que atividades no papel e que o desempenho das crianças é pelo menos duas vezes melhor na Plataforma do que no papel. A Educacross promove a personalização em vários âmbitos, colaborando de forma ímpar com o professor para o tratamento da heterogeneidade das turmas.

Que tal conhecer mais a fundo as possibilidades da personalização na educação? Agende uma conversa conosco!

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