Ensino híbrido: entenda o conceito que veio para transformar o aprendizado

Durante a pandemia do novo corona vírus, muito tem se falado do ensino híbrido, mas você conhece realmente o conceito? Sabe como aplicá-lo corretamente na sua escola?

O mundo vem se tornando cada vez mais conectado e as escolas precisam acompanhar essas mudanças, inserindo a tecnologia em suas rotinas de aprendizado. Nesse processo, muito se tem falado sobre o ensino híbrido, uma proposta que combina os aprendizados on-line e off-line em busca da integração dos ambientes virtual e presencial, expandindo os limites temporais e espaciais da sala de aula. 

Apesar de o tema ter recebido um maior destaque durante a pandemia do novo coronavírus, as discussões acerca das possibilidades no ensino híbrido não são uma novidade. O termo começou a ser usado no início dos anos 2000, em cursos educacionais voltados para empresas, mas rapidamente se popularizou e se expandiu, passando a ser discutido também no âmbito do ensino superior e, posteriormente, no ensino básico. Atualmente, o ensino híbrido faz uso de uma grande quantidade de recursos e abordagens para a construção de ambientes de ensino-aprendizagem cada vez mais diversos.

Neste texto, vamos te ajudar a entender melhor o que é o ensino híbrido e como ele pode se tornar um grande aliado para a transformação da educação.

O que é ensino híbrido?

O ensino híbrido tem como principal objetivo a promoção de diferentes experiências de aprendizado, através da integração entre os ensinos presencial e on-line, criando um ensino personalizado e focado em habilidades e competências. Partindo da ideia de que não existe uma fórmula única para aprender e que cada criança e cada adolescente é individual, o ensino híbrido dá ênfase a elementos como o protagonismo e a colaboração entre os estudantes, respeitando suas individualidades e estimulando a autonomia. 

Em uma geração de nativos digitais, não é possível ignorar o papel cada vez mais central que a tecnologia ocupa na vida das crianças. Por isso, a escola precisa se adaptar a essa nova realidade. A pesquisa mais recente da TC Kids Brasil sobre o uso da Internet por crianças e adolescentes dos 7 aos 17 anos aponta que 89% dos entrevistados têm acesso à rede e ao grande universo de informação e estímulos que ela possibilita. É necessário, portanto, que os adultos aprendam a se comunicar com essas crianças e adolescentes, pensando que o ambiente virtual de aprendizado deve ser complementar ao ambiente tradicional da sala de aula. 

O ensino híbrido combina os aprendizados on-line e off-line em busca da integração dos ambientes virtual e presencial, expandindo os limites temporais e espaciais da sala de aula
O ensino híbrido combina os aprendizados on-line e off-line em busca da integração dos ambientes virtual e presencial, expandindo os limites temporais e espaciais da sala de aula Imagem por pch.vector – www.freepik.com

No entanto, não se trata apenas de colocar computadores nas escolas. A adoção do ensino híbrido exige que a escola seja repensada como um todo, com uma reorganização da sala de aula, um replanejamento do plano pedagógico e uma nova gestão do tempo na escola. Como aponta Lilian Bacich, pedagoga e doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP, “o papel desempenhado pelo professor e pelos alunos sofre alterações em relação à proposta de ensino tradicional e as configurações das aulas favorecem momentos de interação, colaboração e envolvimento com as tecnologias digitais”.

A ideia é que os dois ambientes de aprendizado – a sala de aula e o ambiente virtual – sejam complementares, tornando a relação professor-aluno mais produtiva, com a mudança do conceito de transmissão unilateral do conhecimento para um sistema mais colaborativo de orientação dos estudos, no qual se priorizam a mediação e a tutoria.

O papel do professor no ensino híbrido

Como falávamos anteriormente, o ensino híbrido propõe uma mudança na relação entre professores e alunos. É preciso que os educadores revejam suas posições para que possa haver a quebra da hierarquia tradicional da sala de aula. Assim, o professor passará a ser o grande motivador, ou curador, de experiências educativas estimulantes e consistentes com a realidade dos alunos. Falar da quebra da hierarquia da transmissão de conhecimento em sala de aula não implica a diminuição da importância da figura do professor, que continua a ser essencial para a organização e o direcionamento do processo educativo.

No ensino híbrido, o professor passa a ser um mobilizador de experiências de aprendizado significativo

As atividades em sala de aula precisam ser pensadas de modo a expandir o ambiente virtual e atender às necessidades da turma. É fundamental que o ensino e a aprendizagem ocorram de forma colaborativa, com foco no compartilhamento de experiências e na construção conjunta do conhecimento. Esses objetivos não são exclusivos do ensino híbrido, mas, neste caso, o aluno está no centro do processo e é preciso pensar nas necessidades individuais de cada estudante, propondo abordagens que facilitem a aproximação de todos. 

Benefícios do ensino híbrido

Personalização

Quando se fala de ensino híbrido, personalização é, sem dúvida, uma das palavras-chave. No entanto, não se trata de traçar um plano de aprendizado para cada aluno, mas de buscar a utilização das ferramentas disponíveis para garantir que todos os estudantes tenham aprendido. Em outras palavras, no ensino híbrido, busca-se entender a individualidade de cada criança e adolescente para potencializar o aprendizado.

Aprendizado independente e ativo

As atividades virtuais e personalizadas permitem que os estudantes aprendam de maneira independente e ativa, a partir da resolução de problemas e do pensamento autônomo. 

Experiência de aprendizado flexível

Como consequência da personalização, o ensino híbrido permite que as atividades sejam realizadas de maneira flexível e respeitando as diferenças no ritmo, os variados interesses e os pontos fracos e fortes de cada aluno.

Mais motivação e melhores resultados

Por terem suas individualidades respeitadas, as crianças se sentem mais motivadas a aprender, alcançando melhores resultados. Um estudo conduzido pelo consórcio de universidades americanas Barnes and Noble com 1.300 estudantes americanos mostra que as taxas de reprovação em ambientes com métodos de ensino tradicionais são 55% mais altas do que aquelas obtidas em ambientes de ensino ativo.

Os desafios do ensino híbrido

Embora muitas escolas estejam implementando tecnologias digitais em suas rotinas na forma de computadores e tablets, ainda há muita dificuldade para entender as mudanças necessárias nos planejamentos das aulas. Na maioria dos casos, os professores apenas transpõem o modelo tradicional de aulas para a versão on-line, mantendo o sistema de transmissão unilateral do conhecimento. Os dispositivos ficam concentrados nas mãos dos professores e, mesmo que as aulas sejam enriquecidas com novos recursos gráficos e sonoros, o modelo tradicional de ensino é mantido.

É necessário mudar a cultura escolar e isso não é feito apenas com mudanças infraestruturais. É fundamental que exista um espaço de pensamento teórico, experimentação e reflexão para os professores. As escolas precisam investir também na formação continuada de seus professores para a implementação da nova metodologia. 

Neste sentido, o programa Educacross, que une a implementação das tecnologias a uma sólida fundamentação teórica, demonstra que o  ensino híbrido vai muito além do uso da tecnologia em sala de aula, pois se volta ao significado do que é aprendido e ao prazer envolvido nas experiências.

A plataforma Educacross, pensada para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, cria experiências de aprendizado significativo expandindo o espaço e o tempo da sala de aula

A metodologia Educacross é construída através de jogos que promovem o desenvolvimento das habilidades elencadas pela BNCC de forma crescente e contínua. Os números da Plataforma são impressionantes: enquanto um livro didático oferece menos de 70 desafios em um mês de atividades, este número é alcançado pelo aluno em apenas 45 minutos de jogos Educacross.

Unindo a Plataforma ao uso do Livro e demais atividades escolares, a otimização do ensino-aprendizagem cresce exponencialmente, e o melhor, com o tempo e o espaço a favor de todos os atores educacionais. A  Educacross  traz em seu DNA o poder da cultura digital, transformando as experiências de ensino e aprendizagem.

Os ganhos no ensino e na aprendizagem são percebidos rapidamente. Sendo assim, é mais fácil agregar a cultura digital à rotina, por meio da incorporação da Educacross como uma atividade permanente no currículo. Além da implementação da nova metodologia, a Educacross investe também no acolhimento dos professores, em encontros on-line e formações para mitigar suas dúvidas, contando com um amplo suporte pedagógico que possibilite a construção de uma nova mentalidade escolar.

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Fontes:

BACICH, L. Ensino híbrido: esclarecendo o conceito. Inovação na educação. São Paulo, 2020. Disponível em: https://lilianbacich.com/2020/09/13/ensino-hibrido-esclarecendo-o-conceito/

GODINHO, V.T.; GARCIA, C.A.A. Caminhos híbridos da educação: delimitando possibilidades. In: Simpósio Internacional de Educação à Distância. Disponível em: http://www.sied-enped2016.ead.ufscar.br/ojs/index.php/2016/article/view/1109 

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